quarta-feira, 13 de março de 2013

O CINEMA EMOCIONAL PARADISO FUNDAMENTAL A NOSSA ALMA




                                 foto: internet

Hoje a noite, terça feira, dia 12 de março de 2013, na sala do Cine Eldorado foi exibido para uns amigos, numa sessão educativa e cineclubista o filme “Cinema Paradiso”, onde 16 pessoas puderam se emocionar em toda a projetação do filme...

Começou com a entrada ao som da música mais linda do mundo – as trilhas mais lindas do planeta... do mestre das trilhas de filmes mais famoso e genial do mundo: Ennio Morricone... o emocional já foi conquistado nas suas notas mais profundas do amor ao cinema e a arte do sonho...

Chegaram duplas trios, quartetos, sozinhos... pessoas de Diadema, São Bernardo e São Paulo...ao comando do idealizador deste encontro Tomas Romão – morador de Diadema – onde no começo estavam todos apreensivos – mas logo que entraram a musica os arrebataram...


O filme começa... um filme que fala sobre filme... onde uma amizade foi construída no encontro de um homem, o projecionista Alfredo e o terrível e adorável moleque Totó – criando uma sintonia profunda de uma amizade que só terminou na morte de Alfredo.
Amizade que nos faz entrar num universo quase lírico – quase surreal... o lirismo dessa amizade nos faz compreender que o ser humano – mesmo na mais pobreza estrema pode ser e fazer da vida um bailar de ações que vão rodando sobre a luz projetada mesmo pelo sol ou pela maquina cinematográfica. Uma amizade que tem como extremo de todo o processo o lirismo e companheirismo dos dois – em acreditar que na vida só precisamos da AMIZADE – para podermos viver na mias pura e verdadeira condição humana.
Os dois ao vivenciarem o dia a dia dentro de uma cabine de projeção da sala de cinema Cinema Paradiso – nos mostram que a vida não está além do mar – está ao nosso lado – basta ter um olhar diferente para as coisas ao nosso redor...


Os dois criam situações que nos levam não a pular na poltrona verde do Cine Eldorado em Diadema (SP), mas nos levar a vibrar o corpo ao ver uma cena como a de um situação, onde o cinema estava lotado e muita pessoas ficaram de fora – Alfredo, o projecionista para encantar seu pequeno amigo Totó faz a mágica do cinema ser maior que o sonho – ele num truque de conhecedor de projeção – vira o vidro da projeção em ação e a imagem dupla vai andando – flutuando para fora da janela – como que o sonho saísse para ganhar vida de verdade... a projeção se estabelece numa parede de um sobrado e no delírio da platéia... seu pequeno amigo ultrapassar ua emoção e sai para o mundo a fora – fora da cabine de projeção – e vai a praça buscar ver de perto um sonho virando realidade...


Mas é nesse momento que o diretor – o criador – nos mostra que o sonho precisa de conflito para que o sangue corra mais e mais em nossas veias – acontece um terrível acidente na sala de projeção – onde o fogo consome com rapidez e sem dó todo o filme que estava sendo projetando... e no meio do incêndio a força da amizade consegue dar forças ao pequeno Totó para que consiga tirar seu amigo do meio do fogo... aí cela a coisa mais fantástica do mundo... a amizade vira AMOR... não um amor carnal e aquelas bobagens sentimentais ou sexuais... é mais que um amor de pai pra filho, mãe pra filho, irmão pra irmão... simplesmente amor de um amigo para o outro. 


Daí por diante o filme nos levar ao delírio das películas mais profundas do criativo cinema italiano; e num final surpreendente – o diretor Tornatore nos faz levitar em lagrimas profundas sobre a dor da nossa própria alma – quando nas cenas das exibição dos retalhos de películas que o velho Alfredo deixa ao agora adulto Totó – numa sala de cinema sozinho ele projeta os beijos dos filmes que o padre, coordenador da sala de cinema da época, mandava Alfredo retirar por representar uma afronta aos costumes religiosas da cidadezinha local... são arrebatadores pois não dói porque são beijos... são imagens libertadoras de toda uma prisão humana. É o escárnio daquilo que não entendemos – que esta no nosso profundo e que conseguimos pouco salvar durante a vida... nesse filme a gente consegue alcançar e o melhor entender essa dor de cada um de nós, humanos.


Ao final da sessão no Cine Eldorado a emoção falou mais alto que as palavras ...
Ainda conheceram um pouco do projeto do Cine Eldorado, visitaram todas as instalações do projeto...e saíram com um pedaço de película na mão.




texto: Diaulas Ullysses


   
                                         foto: internet

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